Primeira bola de futebol de cortiça é portuguesa

Há muito que a aplicação da cortiça deixou de se limitar às rolhas das garrafas de vinho. Utilizada em pavimentos, sapatos e até colchões, esta matéria-prima tipicamente portuguesa vai, agora, “rolar” para o universo do desporto pela mão de uma empresa nacional, que desenvolveu a primeira bola de futebol feita 100% de cortiça natural.

Depois de, em 2010, ter criado a primeira bola de futebol em cortiça aglomerada, a Sedacor – Grupo JPS Cork acaba de apresentar a sua mais recente inovação: uma bola feita de cortiça natural, que a empresa garante ser “fantástica”, quer para os que sabem, quer para os que não sabem jogar futebol.

© Sedacor - Grupo JPS Cork

Numa nota publicada no seu site oficial, o Grupo JPS Cork explica que a bola foi desenvolvida com recurso “a uma nova tecnologia de agregação de lâminas de cortiça natural”, um material que se distingue pelo seu “toque único e suave” e pela “resistência e flexibilidade”.

Estas duas caraterísticas são, no entender da empresa, determinantes para “produtos de grande exigência física”, tornando a cortiça o material ideal para uma bola de futebol, “submetida a esforços como a abrasão”, os impactos violentos “e as condições atmosféricas adversas”.

A bola de cortiça natural do Grupo JPS Cork vai ser apresentada ao mundo esta semana no país do futebol, o Brasil, durante a Feira Tecnotêxtil, evento que está a decorrer até 10 de Abril na cidade de São Paulo.


Publicado em Boas Notícias

Prancha de cortiça vale Prémio Green Project a escola de São Brás de Alportel

O projeto de alunos e professores são-brasenses “Surf na Serra do Caldeirão” foi o vencedor do Concurso Green Project Awards, na categoria Iniciativa Jovem. A cerimónia de atribuição do prémio realizou-se no passado dia 21, na Culturgest, em Lisboa, tendo como anfitrião o secretário de Estado do Desporto e Juventude Emídio Guerreiro.

As pranchas de surf são construídas com rolhas de cortiça recicladas

Nesta 7ª edição dos Green Awards, os alunos do Curso Profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva, do Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas de São Brás de Alportel, foram galardoados com o 1º prémio pelo projeto amigo do ambiente “Surf na Serra do Caldeirão”.

Trata-se de um projeto inovador de pranchas de surf construídas com rolhas de cortiça recicladas, desenvolvido, no ano letivo anterior, por alunos do 3º ano daquele Curso Profissional, sob a coordenação do professor Rui Beijoca e com o apoio de Octávio Lourenço, da empresa Ferox.

No projeto, estiveram envolvidos 12 alunos e foram necessárias 1250 rolhas para a construção de uma prancha.  A reutilização desta matéria-prima representativa do concelho de São Brás de Alportel  permitiu alcançar bons resultados em termos de imagem,  flutuação, redução nos custos de produção e implementação de uma nova indústria.

Segundo Rui Beijoca, coordenador do projeto, “esta prancha tem uma dupla funcionalidade: além de ser um maravilhoso objeto estético de decoração, é também funcional para a prática do surf, para o que já foi testada”.

Projeto invovador é de alunos e professores são-brasenses

Nídia Amaro, diretora do Agrupamento de Escola José Belchior Viegas, classifica esta conquista como representativa da capacidade dos jovens estudantes, reforçando que “o ensino profissional é, cada vez mais, o caminho do sucesso para os jovens que pretendem  concluir a escolaridade para ingressar no mundo do trabalho”.

Na cerimónia de entrega dos prémios, o secretário de Estado  Emídio Guerreiro salientou a importância de incentivar a participação e o envolvimento dos jovens em projetos que desafiem a cidadania, associativismo e sustentabilidade entre os jovens.

Num gesto de reconhecimento, a Câmara Municipal de São Brás de Alportel aprovou a atribuição de um Voto de Louvor a todos os envolvidos neste projeto, saudando “o esforço, o empenho, a dedicação, o mérito e a criatividade empregues no projeto ‘O Surf na Serra do Caldeirão’, agradecendo a tão digna e elevada promoção do concelho de São Brás de Alportel por todo o país e além-fronteiras”.

De caráter internacional, os Green Project Awards conta já com sete edições em Portugal, mantendo sempre o seu propósito inicial  de “reconhecer as boas práticas em projetos que promovam o desenvolvimento sustentável […] envolver os jovens, tanto a nível individual, como a nível associativo, condicionando os seus comportamentos e atitudes, adotando e criando práticas sustentáveis”.


Mata do Buçaco comemora o Dia da Árvore e da Floresta com programa para pais e filhos

Durante quatro dias a Fundação Mata do Buçaco irá assinalar o Dia da Árvore e da Floresta com iniciativas dentro e fora de muros da Mata. De 19 a 22 de março irá ser possível plantar árvores na Mata, visitar gratuitamente um habitat único no mundo e levar a Mata do Buçaco até Coimbra.

Iniciativa assinala o Dia da Árvore e da Floresta

Iniciativa assinala o Dia da Árvore e da Floresta

Pelo sexto ano consecutivo a Fundação Mata do Buçaco (FMP), F.P. irá assinalar o Dia da Árvore e da Floresta, com diversas atividades alusivas à sensibilização e preservação da floresta autóctone.

As comemorações têm início no dia 19 de março para assinalar uma data relevante: o Dia do Pai. Durante os quatro dias seguintes (até 22 de março) a Fundação desafia os filhos a oferecerem a plantação de uma árvore ao pai. Para além deste presente original, com a ação pais e filhos estão ainda a contribuir para a reflorestação da Mata Nacional do Buçaco.

A Fundação pretende ainda levar as comemorações para fora da Mata e durante estes quatro dias (19 a 22 março) irá estar no Centro Comercial Coimbrashopping, Coimbra, numa iniciativa que tem o apoio da Sonae Sierra. A FMB, F. P. irá colocar à venda vários produtos florestais da Mata, tais como ecokits com sementes da Mata, cedros-do-Buçaco e outras árvores e plantas, sensibilizando os conimbrenses para a temática das árvores e do ambiente, proporcionando a oportunidade de plantar árvores do Buçaco em terrenos fora da Mata.

Nesta ação promocional serão ainda dadas a conhecer ao público as várias iniciativas desenvolvidas na Mata Nacional do Buçaco. Numa lógica de levar a Mata à cidade, vai também realizar-se a oficina “Duendes na Mata”, onde serão oferecidos descontos de entrada no Convento de Stª Cruz do Buçaco aos mais pequenos.

As três atividades realizadas durante estes quatro dias pretendem sensibilizar toda a população para a preservação do património natural da Mata do Buçaco e criar laços com a sociedade civil, seja através de plantações na Mata ou através das árvores da Mata plantadas fora de muros.


Publicado por Penacova Actual

Criado o Conselho Florestal Nacional

O Conselho de Ministros aprovou um diploma que institui o Conselho Florestal Nacional (CFN) e regula a sua natureza, competências, composição e funcionamento. O CFN, órgão de consulta na área das florestas, tem por competência contribuir para a definição das políticas e estratégias nacionais para a floresta, recursos da caça e da pesca nas águas interiores e legislação estruturante do setor.

O CFN irá congregar todas as entidades públicas e privadas que, nas diferentes áreas de atribuição ou de representação de interesses, interagem no setor florestal, incluindo as representativas de atividades, recursos e produtos associados à floresta e aos espaços florestais. O CFN sucede nas competências do Conselho das Organizações Interprofissionais Florestais e do Conselho Consultivo para a Fitossanidade Florestal, que são extintos.


Publicado por Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP)

Vila Real refloresta 3.500 hectares de área ardida

A Câmara de Vila Real está a promover a reflorestação de 3.500 hectares de área ardida, em 2013, com a plantação de 20 mil árvores, numa iniciativa que envolve desempregados e beneficiários do Rendimento Social de Inserção.

A operação resulta da adesão ao programa “Floresta Comum” e conta com a parceria das freguesias de Mouçós (baldio de Sanguinhedo) e São Tomé do Castelo e Justes. As 20 mil árvores vão ser plantadas ao longo do mês de março, em que também se assinala o Dia da Árvore (21 de março).

Hélder Afonso, responsável pelo baldio, lamentou os “avultados prejuízos” e enalteceu o projeto promovido pelo município que vai permitir repovoar estes terrenos com carvalhos, azevinhos ou medronheiros.O trabalho neste baldio está a ser feito com recurso a sete pessoas, desempregados e beneficiários do Rendimento Social de Inserção, ao abrigo de um programa que o conselho diretivo candidatou ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que faz os pagamentos.

O projeto “Floresta Comum” quer promover a criação de uma floresta autóctone e envolve a associação ambientalista Quercus, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), contanto com o apoio científico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

A nível nacional aderiram a este programa 134 municípios, a quem os viveiros do ICNF forneceram mais de 170.000 árvores autóctones.


Publicado por Notícias ao Minuto

Presidente da República quer portugueses mobilizados para cuidarem da floresta

O Presidente da República defendeu a mobilização dos portugueses para cuidarem das dimensões ambiental, social e económica da floresta, de modo a alcançar maior rentabilidade mas com respeito pelos requisitos ambientais.

Cavaco Silva dirigiu-se aos portugueses

“Nós temos todos que mobilizar os portugueses para cuidarem destas três dimensões, a dimensão ambiental, social e económica, respondendo ao desafio de mais rentabilidade, mas, ao mesmo tempo, respeitando todos os requisitos ambientais”, afirmou Aníbal Cavaco Silva.

“É esse um dos grandes desafios que temos, de facto, à nossa frente”, defendeu o Presidente da República. O chefe de Estado discursava em Tramagal, concelho de Abrantes, distrito de Santarém, no âmbito de uma jornada dedicada à floresta portuguesa, antes de um almoço de trabalho na herdade da Caniceira com produtores e investigadores da floresta.

“Há aqui um trabalho a fazer no domínio da produção para tentar atenuar a escassez de matéria-prima”, insistiu, apontando, ainda, a importância da certificação – apenas 10% da floresta nacional têm a sua gestão certificada – para a qualidade e competitividade dos produtos da floresta.

Quanto à inovação e investigação, o Presidente da República considerou que é por este caminho que se vão “encontrar novos produtos, desenvolver novos processos, novas formas de chegar aos exigentes consumidores dos produtos da floresta”.

A herdade da Caniceira é uma unidade de produção de pinheiro e eucalipto do grupo Portucel Soporcel, o maior produtor no país de pinheiro e eucalipto.

A jornada, denominada “A Floresta com(n) Vida”, é coorganizada pela Associação para a Competitividade das Indústrias da Fileira Florestal com os seus associados, dedicada à inovação na indústria de base florestal e à floresta portuguesa que pretende chamar a atenção para o valor ambiental, social e económico da floresta nacional.


Publicado por Diário de Notícias

Sapadores Florestais têm novas viaturas

O Sapadores Florestais receberam 21 novas viaturas. Trata-se da primeira ação de reequipamento, desde que foram criadas as equipas e que corresponde a um investimento superior a dois milhões de euros. A atribuição destes equipamentos irá substituir viaturas degradadas e em fim de vida útil e assim conseguir melhorar a eficiência e as condições de trabalho destas equipas que trabalham nas florestas.

Assunção Cristas, ministra da Agricultura e do Mar, esteve na cerimónia

Assunção Cristas, ministra da Agricultura e do Mar, esteve na cerimónia

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, realçou a necessidade de reequipar os Sapadores Florestais. Ao intervir na cerimónia de entrega dos veículos, no Centro de Operações e Técnicas Florestais (COTF), na Lousã, Assunção Cristas recordou que os sapadores florestais foram criados em 1999 e que só agora, 15 anos depois, algumas das suas equipas beneficiam da “primeira ação de reequipamento”.

Com verbas do Fundo Florestal Permanente, o Governo investiu 2.250.000 euros na aquisição de viaturas todo-o-terreno para os sapadores florestais. A presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), Paula Sarmento, revelou que existem cerca de 1.400 sapadores florestais em todo o país, organizados em 278 equipas.

A ministra da Agricultura salientou que estes profissionais, além da sua participação no combate aos fogos florestais, durante o verão, realizam no inverno “um trabalho discreto e extraordinariamente importante” para defender e valorizar a floresta portuguesa.

O novo Programa de Desenvolvimento Rural, para o período 2014-2020, viu reforçado em 113 milhões de euros, em relação à última programação financeira do setor, «os fundos comunitários alocados à floresta», que aumentaram para 555 milhões de euros, acrescentou. “Nós temos um programa para reequipar os sapadores. Brevemente faremos a entrega dos equipamentos de proteção individual” e máquinas para cuidar da floresta, disse Assunção Cristas aos jornalistas, à saída do COTF. Na sua opinião, “são uma peça essencial da nossa prevenção estrutural, quer de incêndios, quer de questões fitossanitárias” das áreas florestais.

“Espero, no próximo ano, dar continuidade de reposição gradual das viaturas, porque assim conseguiremos ter as equipas o mais bem equipadas possíveis e preparadas para os desafios”, sublinhou Assunção Cristas.


Adaptado de Portugal pela Floresta

5.ª edição do Concurso YPEF desafia jovens europeus a conhecer melhor a floresta

Estão abertas as inscrições para a 5.ª Edição do Concurso Florestal “Young People in European Forests” (YPEF) que, este ano, garante várias surpresas aos participantes.

A fase nacional do concurso florestal “Young People in European Forests” (YPEF) decorrerá até maio. Nesta 5.ª edição, os participantes portugueses poderão, através do site da Forestis, saber qual a equipa nacional vencedora que participará na fase europeia, a realizar entre 21 e 25 de setembro, em Brasov (região da Transilvânia), Roménia.

Jovens europeus são desafiados a pensar no património florestal

De forma a preparar as equipas nacionais para as provas da fase europeia, o Regulamento Nacional sofreu alterações significativas, nomeadamente a introdução da obrigatoriedade de criar e apresentar um poster científico sobre um tema florestal, durante a segunda Prova Nacional – Final Nacional.

O concurso florestal europeu YPEF é dirigido a todos os jovens com idades entre os 15 e os 20 anos (inclusive) que frequentem o ensino secundário/profissional em escolas públicas/privadas e um professor de qualquer área pedagógica, e é um concurso interdisciplinar que desafia os jovens a conhecer a floresta, biodiversidade e setor florestal. Neste, terão a oportunidade de analisar o seu comportamento, aumentar a sua consciência cívica e florestal e ganhar uma maior capacidade interventiva nos processos de tomada de decisão sobre a gestão e conservação da floresta.

Plantação de árvores na 4ª edição do Concurso YPEF, na Alemanha

Os objetivos passam por dar a conhecer a floresta, a biodiversidade e o setor florestal, sensibilizar para a importância de valorizar e proteger estes ecossistemas, propiciar o intercâmbio de experiências entre jovens com interesses semelhantes e criar bases para uma maior participação e intervenção dos jovens em processos de decisão ligados à gestão florestal sustentável.

As informações necessárias sobre o concurso podem ser encontradas no site do Forestis e em Young People in European Forests, e os materiais pedagógicos necessários poderão ser consultados na mesma página, em Meet the Forests.


Adaptado de Forestis

PROSEPE sensibiliza comunidade há mais de 20 anos

Há mais de 20 anos que o Prosepe desenvolve atividade no âmbito da educação florestal e da sensibilização da comunidade educativa.

Em 1993/1994 surgiu um projeto piloto resultante de várias conferências, ações de formação e palestras destinadas a professores, guardas florestais e que, mais tarde, se veio a designar de PROSEPE.

O PROSEPE tem como público-alvo professores e alunos com os quais trabalha sobre preservação da floresta e sua defesa contra incêndios. É um projeto educativo, de sensibilização e responsabilização que trabalha atitudes de cidadania consciente, participativa e responsável junto dos mais novos. Visa, ainda, incentivar a comunidade educativa a conhecer o ambiente que a rodeia e, em concreto, o ambiente florestal.


Adaptado do site do PROSEPE

Braga recebe II Encontro Regional de Clubes da Floresta do Noroeste

No próximo dia 8 de maio, Braga vai receber o II Encontro Regional de Clubes da Floresta do Noroeste, que irá mobilizar cerca de mil alunos da região. Esta iniciativa surge no âmbito de um trabalho que, iniciado em 2013/2014, terminará em 2016. Assinala-se, desta forma, um triénio dedicado à “Prevenção de Incêndios Florestais pela Educação”

Esta jornada de sensibilização, para questões relacionadas com a Cidadania e o Ambiente, pretende estreitar laços entre a comunidade escolar e o património florestal nacional, assim como alertar para a necessidade da prevenção de incêndios florestais. O desafio é lançado pelo PROSEPE, cujo objetivo  é consciencializar os mais novos para uma correta ligação à natureza, levando a que convivam com ela, de forma saudável e equilibrada.

A primeira edição realizou-se em Vila Nova de Famalicão, a 9 de maio do ano passado, e juntou 850 alunos e professores de 29 Clubes da Floresta de escolas dos distritos de Porto, Braga e Viana do Castelo. Na organização estiveram envolvidas cerca de 120 pessoas de várias entidades, como Coordenação Distrital de Braga do PROSEPE, Centro de Estudos Ambientais (CEAB) de Vila Nova de Famalicão, Centro Social de Bairro  Vila Nova de Famalicão e Cursos Profissionais da Didáxis de Riba d’Ave.


Adaptado de Folha Viva – Junho 2014